quinta-feira, 12 de julho de 2012

Câmara de Vereadores mais uma vez envolvida em caso de polícia


Não é a primeira vez que o nome da Câmara Municipal de Vereadores de São Gabriel, aquela que deveria ser a “Casa do Povo”, acaba sendo envolvido em registro policial e investigação. Nos últimos anos vários escândalos em São Gabriel tiveram como cenário principal a Câmara. Foram agressões verbais de
vereadores contra populares, tentativa de impedir a liberdade de imprensa, a qual sempre foi atacada por alguns dos edis, brigas entre vereadores e funcionários da Casa, tanto concursados quanto nomeados, brigas entre os próprios vereadores que quase chegaram a troca de socos,uma delas inclusive divulgada na RBS TV, conflitos que acabam denegrindo a imagem do Poder Público.
Na última quarta-feira (04), a Polícia Civil de São Gabriel recebeu denúncias de dois funcionários da Casa: o contador Fernando da Silva Silva e o diretor administrativo Luis Carlos Fontoura Lucas.
Fernando teria afirmado , em registro policial, que por volta das 10h30 estava em sua sala resolvendo algumas questões relacionadas a seu trabalho, quando entrou rapidamente o diretor administrativo da Casa, Luis Carlos, o qual lhe falou algumas coisas e passou a lhe dar empurrões, socos e chutes pelo corpo. Quando viram a movimentação estranha, alguns colegas apartaram os mesmos, e a briga foi encerrada.
Nossa equipe de reportagem entrou em contato com o Vereador Adão Santana, presidente do Poder Legislativo, que afirmou que será aberto um processo administrativo para apurar os fatos e que isso ainda não foi feito porque  é preciso que haja uma comissão formada por funcionários efetivos, e está encontrando recusa dos mesmos. 
Santana afirma que casos como esse não podem e não devem haver dentro de um espaço público e que os problemas que mais afetam o trabalho e a ordem das coisas são os que dizem respeito a diárias e relógio ponto.
“São dois ótimos profissionais, sempre com serviço em dia, mas infelizmente isso aconteceu”, afirmou.
Segundo o presidente, o administrador não bate ponto porque fica a disposição do mesmo quase que 24 horas por dia. Como nos últimos tempos começou a fiscalizar o ponto dos demais funcionários, foi cobrado e passará a bater o ponto.
Segundo Santana, se for o caso haverá demissão, que é a pena mais rigorosa . Iniciando a sindicância, a vítima será ouvida.