quinta-feira, 29 de novembro de 2012

De Brasília - Nilo Dias


O Livro de Natal

Bem que eu gostaria de estar em São Gabriel neste dia 28, quando a amiga, professora, escritora e poeta, Clair Alves, estará lançando o seu “Livro de Natal”, resultado de uma pesquisa de seis anos, que envolveu consultas a livros antigos, modernos, e-books e tradição oral. O lançamento acontece na Livraria Arte Papel, de Kelli Saldanha, situada a rua General Mallet, 652, no horário das 10 horas ás 18 horas.
O livro conta a história do Natal, com seus símbolos e signos, apresenta fabulas, lendas e histórias de amor. A autora pensou em levar o leitor para dentro da história natalina, abordando as origens do calendário, da árvore, do Papai Noel, das velas, do cartão, dos sinos e sua linguagem, o nascimento do Menino Jesus, os três Reis Magos e como surgiu à comemoração do Natal no mundo, e em especial no Brasil. E muito mais. Vale a
pena ter em casa uma obra tão bonita, ainda mais quando nos aproximamos da festa maior do Cristianismo.

Vale Cultura

A Câmara dos Deputados aprovou no último dia 21 o projeto que cria o “Vale Cultura”, que vai beneficiar os trabalhadores regidos pela Consolidação das leis do Trabalho (CLT), que ganham até cinco salários mínimos. Eles terão direito a um crédito de R$ 50,00 mensais, para poderem ter acesso a atividades culturais nas áreas de artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura, humanidade e informação, música e patrimônio cultural. Aposentados e pensionistas não foram beneficiados com a medida. A matéria será, agora, enviada para análise do Senado.

A morte de Péricles Azambuja

A noticia quase passou despercebida. No último dia 8, faleceu aos 84 anos, em sua cidade natal, Santa Vitória do Palmar, o escritor, jornalista, historiador e geógrafo Péricles Azambuja. Ele estava internado desde o dia 1º de novembro. Para quem não sabe, muito se deve a ele o fato de o Brasil ter hoje uma base na Antártida.
Ao início dos anos 70, quando o assunto Antártida era pouco comentado, Péricles começou a escrever livros sobre o continente gelado, sendo o principal responsável pela popularização do tema. No tempo em que eu trabalhava na Sucursal da Companhia Jornalística Caldas Júnior, em Rio Grande, tive a oportunidade de conhecê-lo e de entrevistá-lo por algumas vezes. Sua grande mágoa foi não ter podido conhecer o continente gelado.
Seu trabalho pela implantação da base brasileira na Antártida, não foi valorizado, pois morreu sem ao menos receber a medalha de “Amigo da Marinha”, o que é lamentável. Azambuja foi casado com Mercedes Iracema, com que teve os filhos Marcus e Maria Hylma. Deixou ainda quatro netos e uma bisneta. 

(E-mails: nilodt@hotmail.com e nilodias@ibest.com.br)