quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Rossano rebate acusações do ex-prefeito Balbo


Em entrevista às emissoras de rádio na manhã desta terça-feira (13), o Prefeito Rossano Gonçalves rebateu insinuações e aleivosias proferidas contra sua administração, pelo ex-prefeito Balbo Teixeira. Atualmente filiado ao Partido Socialista Brasileiro, Balbo, que atualmente divide seu tempo entre as atividades como pecuarista no município de Santana do Livramento e a coordenação dos Socialistas visando às eleições do final do ano, rompeu seu silêncio no noticiário político local, ao atacar o atual mandatário e seu governo, em coletiva à imprensa, na Câmara de Vereadores.
A reação do Prefeito Rossano Gonçalves foi imediata. E contundente. Rossano, quando da entrevista do ex-prefeito, encontrava-se vistoriando obras nas estradas da região da Grande Catuçaba. Ao chegar, foi informado da coletiva de Balbo e prontamente rebateu as acusações.
"Quem assume uma Administração, assume o ônus e o bônus, se ficam dívidas do governo anterior, é obrigação do Prefeito pagá-las, o que sempre fizemos. Independente de serem dívidas contraídas no mandato do prefeito A ou prefeito B. O ex-prefeito não somente não as paga, como também as nega", frisou, referindo-se a questão da empresa Visatec, cuja dívida com a Prefeitura, que não foi paga pelo Governo anterior, só veio a ser regularizada mediante acordo judicial, referendado pelo Ministério Público, pelo atual Governo Municipal. O ex-prefeito negava a dívida.
Ainda em relação à Visatec, o Prefeito informou que o ex-mandatário do Palácio Plácido de Castro cometeu um grave erro ao colocar sob suspeita o Judiciário e o Ministério Público, na medida em que se referiu a acordo “na calada da noite”, quando suscitou possíveis irregularidades na composição judicial, via acordo, entre a empresa e o município, o que proporcionou uma economia de cerca de meio milhão de reais aos cofres municipais. “Quando recebi a Prefeitura em meu primeiro mandato, do ex-prefeito, este deixou dívidas desta mesma empresa (na época sob a razão social de F.Jannani) que foram pagas já durante nosso governo”, pontuou Rossano.
Rossano salientou que recebeu, em 2009, a Prefeitura com somente R$ 1 milhão em caixa, valor que pudesse ser livremente utilizado para pagamento de funcionários, custeio da máquina pública, pagamento de funcionários, de dívidas, etc. Montante esse que tão somente cobriria cerca de metade da folha salarial dos servidores. O restante dos recursos, ditos como existentes pelo ex-prefeito, eram de natureza vinculada, resultante de convênios e outros programas, que possuem destinação específica. Não são de livre movimentação.
Ao comentar projetos e obras citadas pelo ex-prefeito, Rossano contrapôs números bem mais expressivos, citando já contar com R$ 7 milhões assegurados para aquisições e investimentos e outros R$ 30 milhões em projetos tramitando nas esferas estadual e federal, pleitos estes desenvolvidos durante o atual governo.
Rossano ainda questionou as obras “virtuais” que o ex-prefeito alegou “que foram mandadas embora”. “É absurdo dizer que mandamos embora uma Escola Técnica de Carnes, um Instituto de Cardiologia e um Centro de Convenções. Algum deles existiu?”, perguntou. “Há muita diferença entre o ex-prefeito e eu. O futuro vai dizer, e o passado já disse”, insinuando o pouco fôlego eleitoral do ex-prefeito nas eleições proporcionais em que concorreu e não obteve êxito, e já projetando perspectivas não muito diferentes em 2010.
Rossano também ressaltou a ausência do ex-prefeito no cotidiano gabrielense, ao questionar seu afastamento da Terra dos Marechais. “Onde esteve o Prefeito quando ocorreu a gripe A, o vendaval, as enchentes, as calamidades que enfrentamos? Cadê sua solidariedade para com sua gente nestes momentos? Nem na cidade ele mora mais, e quando necessita ir para a Imprensa, cai aqui de paraquedas”.
Sobre a merenda escolar, ao contrário do que foi dito, a qualidade melhorou e muito, assim como aumentou expressivamente o número de alunos que a consomem. “Estamos pagando o que é servido, com grande aproveitamento de nossos alunos e dando o complemento nutricional que é necessário. Ele que não venha faltar com a verdade”, enfatizou.
No tocante a trabalho, emprego e investimentos, o Prefeito exultou o grande boom da construção civil no município, que tem atraído inclusive empresas de fora, o apoio dado ao Frigorífico Marfrig, às obras das grandes barragens, a vinda do Colégio Tiradentes, entre outros.
Quanto à polêmica causada pela utilização do termo “porcalhão” (que, segundo o Dicionário Aurélio, significa pessoa desasseada ou imunda – ou que colabora para tal), quando, em entrevista, Rossano referiu-se a uma pequena fração da população, menos de 1%, segundo ele, que colocam lixo nas ruas, nas praças, sangas, rios e riachos, dando um exemplo de má cidadania, pessoas dotadas de pouca ou nenhuma urbanidade e educação, termo este que foi explorado pelo ex-prefeito Balbo que imputou a Rossano que tivesse assim qualificado genericamente a todos os gabrielenses, assim rebateu o atual titular do Palácio Plácido de Castro: “Quem desclassificou pessoas de bem foi o ex-prefeito, ao dizer que as 300 casas populares que entregamos a população humilde, pessoas assistidas pelas ações sociais de nossas administrações, eram chiqueiros de porcos. Para confundir a comunidade, mais uma vez, como já é de praxe, distorceram nossas afirmações”, completou Rossano.
Finalizando, o Prefeito Rossano tranquilizou a comunidade, afirmando que, apesar das dificuldades impostas pelas calamidades que atingiram o município e da brutal queda dos repasses de recursos federais, o município nunca parou e nunca vai parar. “Estamos trabalhando por nossa terra e nossa gente, 2010 dá sinais de que será um ano auspicioso, de muito trabalho e muitas conquistas. Estou onde sempre estive, como gosto de estar, trabalhando pela minha terra, convivendo com minha gente”, concluiu.