quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dauri Bonilha

SOLIDARIEDADE
Reportando o assunto publicado recentemente neste jornal – CENÁRIO DE NOTÍCIAS – sobre negativa da Câmara de Vereadores de prestar as informações solicitadas, fato que colide com o que preceitua o Art. 5º Inc. XXXIII de Constituição Federal; queremos, entretanto, não apenas solidarizarmo-nos com o Cleber Giovane Silveira, mas também reprizarmos, ou reeditarmos à propósito, matéria inerente, publicada neste mesmo jornal nodia 25 de julho de 2007 sob o título “Política para o Povo” a qual doravante transcrevemos na íntegra:“Temos ultimamente abordado questões relativas à princípios políticos que, embora com plena consciência sobre as notórias dificuldades que obviamente haveriam de enfrenta-las, afins detentar ao menos extirpar ou debelar esse perverso sistema pseudo-democrático representativo, que impera sobre nós. Mesmo assim, ousamos apresentar aos leitores desse jornal, a série de matérias sob o título em epígrafe, proporcionando o entendimento, talvez, sobre alternativas democráticas verdadeiramente legítimas, nas quais emergiriam uma nova concepção, bem como uma nova direção de eventuais políticos diferentes e inovadores, que destacariam-se somente calcados nas boas ações, trilhando o caminho da dignidade, da honestidade, competência e autenticidade, na luta permanente contra a corrupção, o peleguismo e capachos que tomaram conta da política como se as pessoas honestas fossem incapazes de fazer um trabalho digno de reconhecimento público. Não queremos entretanto, incorrer ao exagero nem tampouco tornarmo-nos enfadonho, mas, não se pode preterir ou deixar de reportar aquilo que diz respeito à impossibilidade de solução para a problemática brasileira enquanto perdurar esse sistema político de mandato representativo, nos moldes atuais que todos nós conhecemos pois, trata-se evidentemente de um processo arcaico, propício à malandragem partidária, à submissão ou subserviência que, em última análise significa “caminho livre” para a prática da corrupção, calcada no “profissionalismo” político, oportunista e discricionário. E assim forma-se, conforme disse recentemente um comentarista do SBT: o Congresso Nacional em vez de espírito de corpo (entenda-se corporativismo) transformou-se em “espírito de porco”. Afinal... digam o que disserem, porém o que jamais podemos é calar, porque, quem cala consente. Temos que falar sim, por quem não tem voz nem vez, como diz em sua música o admirável João de Almeida Neto. Ainda, considerando o nosso lado – do povo no entanto –convém deixar bem claro que, enquanto formos bobos, iludidos com os tais partidos, a situação tende a tornar-se cada vez pior! Anotem... como dizia o saudoso Mendes Ribeiro. Ao finalizarmos este trabalho – por hoje – não podemos deixar de frisar que, tanto entre as pessoas na rua como em conversas inclusive no seio de muitas entidades, e até corporações, segundo informações que obtivemos, com o episódio em foco, o jornal CENÁRIO DE NOTÍCIAS cresceu em termos de conceito! Segue assim Giovane, pois, o caminho da dignidade sempre foi áspero mesmo!