segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

DE BRASÍLIA Por Nilo Dias – Jornalista

Um não a ditadura


Minas Gerais pode-se tornar o primeiro Estado brasileiro a retirar de locais públicos os nomes de pessoas que agiram com violência ou contra os direitos humanos no regime militar. Um projeto de lei de autoria do deputado Paulo Lamac foi aprovado na Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Agora, a proposta vai ser analisada pela Comissão de Direitos Humanos e, se aprovada, deverá ser votada em plenário.
A discussão tende a se espalhar por todo o país e já é discutida na “Comissão da Verdade”, que estuda o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei para proibir em todo o território nacional que logradouros públicos tenham nomes de pessoas envolvidas com a ditadura militar, inclusive retirando as homenagens existentes.
Em Salvador, Bahia, alunos, pais, professores e funcionários de uma escola pública estadual de ensino médio e profissionalizante se adiantaram a possível proibição e, em votação histórica, decidiram trocar o nome de Presidente Médici, para Carlos Mariguella, um guerrilheiro negro e baiano, morto pela ditadura militar em 1969, em plena era Médici. Em todo o país cerca de 160 escolas públicas levam o nome do ditador.

Além de Médici, em várias cidades brasileiras os ex-presidentes Castelo Branco, Costa e Silva e João Baptista Figueiredo emprestam seus nomes a ruas, avenidas, praças, estradas, pontes, ginásios de esportes e até universidades.
Com a devolução simbólica do mandato do presidente João Goulart, a tendência é de que os retratos dos mandatários militares também sejam retirados de todas as galerias públicas e todos os atos políticos de seus governos sejam anulados.
O projeto é polêmico e certamente vai gerar muitas discussões. Que eu me lembre em São Gabriel nada existe que lembre esse episódio sombrio da vida política nacional. 

Violência nas escolas

O Governo do Distrito Federal resolveu agir forte para acabar com a violência nas escolas. Para isso se baseou no programa global “Big Brother”, criando uma lei que obriga a instalação de câmeras filmadoras em todos os estabelecimentos de ensino da rede pública.
As câmeras seguem os passos dos alunos, dentro e fora da escola. A medida está dando certo, uma vez que os casos de vandalismo e agressões foram reduzidos a quase zero. Não se vê mais muros pichados e móveis quebrados.
Depois da instalação das câmeras de segurança os alunos passaram a ter mais cuidado e respeito com a escola. Em cada uma delas o GDF gastou um mínimo de R$ 3 mil com equipamentos. Nas escolas maiores foram instaladas até 8 câmeras, cujas imagens são enviadas diretamente para a sala do diretor. (E-mails: nilodt@hotmail.com, nilodias@ibest.com.br e nilogaucho@folha.com.br)