sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Projeto da Fepagro desenvolverá sementes para agricultura familiar

A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) aprovou projeto junto à Finep para a captação de R$ 1,5 milhão, que serão utilizados para o fortalecimento de ações voltadas à agricultura familiar, com a seleção de materiais promissores para registro de cultivares convencionais, ou seja, não transgênicas.

O projeto tem duração prevista de três anos e contará com uma equipe executora composta por 16 pesquisadores da Fepagro, dos Centros de Pesquisa em São Gabriel, Maquiné, Vacaria, São Borja, Júlio de Castilhos, Taquari e Rio Grande, coordenados pela pesquisadora Ionara Fátima Conterato, da Fepagro Forrageiras (São Gabriel). Por meio de melhoramento genético clássico, com o cruzamento e seleção de cultivares, o projeto visa à obtenção de sementes convencionais de feijão, forrageiras, trigo, milho, soja, sorgo, cebola, cenoura, mostarda e ervilha que possam servir de base para a sustentabilidade da agricultura familiar. “Queremos lançar cultivares capazes de atender às demandas regionais, que promovam uma agricultura de baixo impacto ambiental”, explica Ionara.
De acordo com o diretor-presidente da Fepagro, Danilo Rheinheimer dos Santos, o envio da carta-convite da Finep para a distribuição de R$ 20 milhões entre as organizações que compõe o Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa) é resultado de forte interação com a Embrapa, concretizando uma aliança para a inovação agropecuária no Brasil. “Esse é um recurso que será fundamental à equipe de pesquisa, sendo de fácil execução financeira”, conta. No resultado divulgado pela Finep em 23 de outubro foram classificadas 11 propostas. “Somos a única que contempla a agricultura familiar, o que é motivo de orgulho para nós”, comemora Ionara.
A verba captada reforçará a capacidade de execução de pesquisa da Fepagro, principalmente no fortalecimento dos programas de melhoramento genético. Segundo a coordenadora, o projeto vai permitir que o Rio Grande do Sul seja protagonista no mercado de sementes convencionais, principalmente nos programas de apoio e fomento à agricultura familiar, como o Troca-Troca de Sementes do Governo do Estado. “Dessa forma, pretendemos reduzir a dependência dos agricultores às tecnologias de empresas multinacionais”, completa.
Elaine Pinto (Mtb 32.233/RJ)
Divisão de Comunicação Social