quarta-feira, 20 de novembro de 2013

De Brasília - por Nilo Dias - Jornalista

Dom Félix de Azara

Eu não tenho certeza, mas me parece que em São Gabriel não há nada que homenageie o seu fundador, o espanhol Félix de Azara. Nenhuma rua, ao menos. Pelo que sei, no passado teve um colégio com o seu nome. Depois mudaram a denominação, não entendo por que cargas d’água. No Bairro Vargas, teve uma pracinha com o seu nome. Não sei se é mantido. Pelo menos não falam mais. O triste é saber que na cidade tem uma rua que homenageia um conhecido ladrão de ovelhas. Não digo quem é, nem que me enforquem.
Agora o professor Meneghelo quer que reparem essa injustiça, mais uma entre outras tantas. Lembro também que o único herói farroupilha que até hoje foi lembrado é Bento Gonçalves, que dá nome a uma pequena rua lá pelos lados da faixinha. Dos outros, nadica de nada.


 Mulheres que brilham

Dia 20 de dezembro acontece a IV Edição da vitoriosa promoção do Clube Comercial, “Mulheres que brilham”. As homenageadas deste ano estão sendo escolhidas por uma Comissão Especial formada pelos associados José Carlos Rodrigues Dias, Henrique Vagner Kluwe, Dirceu Abreu, Valdomiro Lima, Rita Garcia Dias e Rita Dias Borges e participação especial da senhora Nice Gonçalves. O idealizador do baile é Sérgio Menezes Amann.

Justiça à Sandra Xarão

Muitos deputados federais e senadores, entre eles o parlamentar aqui do Distrito Federal, Gim Argelo, tem apresentado projetos visando proteger às mulheres vítimas da violência doméstica. E chama a atenção, um que garante a elas a propriedade das casas ganhas em programas dos governos Federal, estaduais e municipais. Com isso, evita-se que essas mulheres e seus filhos sejam expulsas de casa pelos maridos que as agridem e abandonam.
Mas a bem da verdade, e como justiça a hoje vereadora Sandra Xarão, deve-se dizer que a ideia desses projetos foi dela, numa época em que ainda não tinha mandato parlamentar, por isso não virou lei específica no município.Mas alcançou grande repercussão na imprensa estadual.
Tanto é verdade que a Caixa Econômica Federal colocou a ideia em prática durante o governo de Olívio Dutra, que lançou o primeiro projeto habitacional destinado a mulheres vitimas de violência, tornando-as chefes de família no nosso país. E na época nenhum outro programa similar foi registrado fora do Brasil.
É bom que se saiba que 60 mulheres de São Gabriel abandonadas pelos maridos, assumiram os papéis de “donas de casa” e receberam as chaves das casas próprias no Bairro Élbio Vargas. Todas elas tiveram o apoio da prefeitura, que era administrada pelo então prefeito Rossano Gonçalves. 

(E-mails: nilodt@hotmail.com, nilodias@ibest.com.br e nilogaucho@folha.com.br)