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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Politização tomou conta da Saúde em São Gabriel



Em entrevista da semana, o médico traumatologista, Arlindo Roso de Vargas. Confira abaixo:


1 - Como ex-Deputado Federal e ex-vereador em São Gabriel, qual a sua avaliação a respeito da política Nacional? O que precisa mudar?

Acredito que a política nacional necessita de uma reforma muito ampla, pois a maneira como os parlamentares são eleitos não corresponde a necessidade do eleitor. Precisamos reformar esse tipo de eleição para que venhamos a ter com o parlamentarismo ou então com voto distrital misto, aonde 50% dos parlamentares devem ser eleitos nessa forma tradicional e 50% de acordo com seu distrito.

2 – A Presidente Dilma Rousseff vem atendendo os anseios do povo brasileiro?
Acredito que sim. Ela é uma presidente bastante discreta, herdou do presidente Lula algo bem difícil, porque eles gastaram bem mais que deviam em virtude das eleições, mas tem se comportado muito bem. Eu espero, apesar de fazer oposição ao governo Dilma, que ela faça um excelente governo. Pois, o Brasil indo bem, todos os brasileiros irão bem.

3 - Estamos vivendo uma ante-véspera do ano eleitoral. Partindo deste prisma, qual a avaliação, de modo geral, que o senhor faz da atual administração?
A administração atual é semelhante às demais administrações daqui de São Gabriel. O prefeito é um excelente homem, um amigo que eu tenho. O ex-prefeito, também um excelente cidadão. Eu espero do próximo prefeito uma administração voltada mais para a grandiosidade de São Gabriel, com obras que realmente marquem as administrações. Nós precisamos marcar as administrações de São Gabriel com algo que impressione, não só o Rio Grande do Sul, mas aos nossos vizinhos aqui, Uruguaios e Argentinos, que normalmente passam por São Gabriel em todos os verões, dormem em São Gabriel e necessitam de algo mais para que fiquem um ou dois dias consumindo coisas daqui de São Gabriel e vivendo turismo também aqui em São Gabriel.

4 – Existem fortes críticas ao atual governo municipal em relação às suas ações na área de saúde. Como médico atuante no município e ex-Secretário de Saúde, poderia fazer uma avaliação demonstrando o que tem atendido a população e o que está faltando fazer, de imediato?
Eu não vou fazer uma crítica ao prefeito municipal, eu vou analisar a saúde de São Gabriel e, nessa minha análise, eu quero que as partes que prestam assistência médica em São Gabriel, seja a Administração Municipal com seus postos ou a Santa Casa, tenham um entendimento. E aqui vai uma preocupação: há uma politização e isso não traz nenhuma vantagem, nem para os médicos, nem para o grupo de enfermagem que aqui trabalham e muito menos para o paciente. Por exemplo, eu acredito que até o dia de hoje, ainda não foi assinado o contrato para a prestação de trabalho envolvendo Prefeitura e Santa Casa. Isso não prejudica só a mim, porque existe sempre um estado de tensão. Isso prejudica todos porque existe uma incerteza do que acontecerá amanhã. Nós rogamos para que não misturem política com assistência médica, porque assistência médica é uma coisa muito séria e deve ser feita voltada para o perfeito atendimento do paciente.

5 – Há comentários apontando que o senhor trocaria de partido nos próximos dias. Existe, problema de relacionamento com a direção municipal do PPS?
Não, não existe nenhum problema. Eu estou bem no PPS, porém, estou me sentindo livre. Fui candidato a Deputado pelo PPS e extremamente bem tratado pela direção do PPS, mas eu sou um homem público e se for necessário troçar de partido para o bem do município, não vejo problema algum. Mas quero repetir: estou muito bem no PPS e tenho recebido da Executiva Estadual um tratamento vip.

6 – Mas se houver necessidade de deixar o PPS, qual sua preferência partidária? Já recebeu algum convite?
Convite eu recebo sempre. Mas eu não tenho nenhuma preferência. Tenho que analisar, primeiro tenho que te dizer que eu não pretendo deixar o PPS, segundo, se vier uma proposta para o bem do município de São Gabriel eu vou estudá-la, independente de sigla partidária.

7 – Se o senhor escolher outro partido, sua atuação será de um mero filiado ou já tem convite para disputar algum cargo eletivo?
Eu, sinceramente, considero a possibilidade de disputar um cargo eletivo, mesmo pelo PPS. A direção Estadual tem me pressionado para disputar, lembrando que já disputei a última eleição para Deputado Estadual sem fazer uma campanha ampla atendendo pedido da direção. A direção estadual do partido tem me pressionado muito para disputar aqui em São Gabriel. Não tenho cargo de preferência.mas sou muito mais um legislador. Eu sou apaixonado pela Câmara de Vereadores, porque ali eu aprendi a fazer política. Trabalhei como Deputado Federal depois Secretário adjunto do Presidente Fernando Henrique, mas confesso: gosto muito mais do Poder Legislativo.

8 – Há mais de trinta anos apenas dois nomes (Balbo e Rossano) governam o município de São Gabriel. No seu entendimento, não é chegada de um outro nome vir a administrar o município?
Eu tenho ouvido isso com muita freqüência, mas não posso negar que são duas lideranças salientes e, não é de por acaso que eles vêm administrando São Gabriel há mais de trinta anos. É porque o povo gosta de um deles, alternadamente. O povo sabe o que vai fazer. Se surgir uma terceira via, com a possibilidade de vitória, tudo bem. Mas eu não tenho nada contra, desde que aquele que esteja no poder, seja Rossano, seja Balbo, tenha uma administração voltada para os interesses do nosso município.

9 – Para enfrentar Balbo e Rossano, o que um terceiro candidato precisaria para fazer frente a dois políticos com larga vivência eleitoral no município?
Ter um trabalho prestado ao município de São Gabriel, ser um gabrielense que realmente goste muito da cidade, tenha muito dinheiro para fazer uma campanha, pois não se faz campanha sem dinheiro, e tenha uma visão muito ampla de que São Gabriel precisa ser grande.

Para finalizar, o que o senhor acrescentaria?
Eu quero agradecer ao Cenário de Notícias por essa entrevista e dizer a todos os gabrielenses que eu não me furto a concorrer a um cargo, desde que seja para o bem de São Gabriel. Como profissional, como médico, estou muito bem. Nunca fui tão médico como tenho sido agora, nunca trabalhei tanto em medicina como agora exercendo em favor dos meus clientes e dos gabrielenses que são meus amigos.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

“Se tiver que haver mudança, ela ocorrerá naturalmente, porque quem decide é a população”, afirma Giancarlo Bina

Esta semana, o Cenário de Notícias - Jornal Bom de Ler, inova mais uma vez, trazendo como entrevistado da semana o Médico Endocrinologista Giancarlo Alves Bina, que tem tido seu nome bastante comentado entre as rodas de bate-papo político que estão se formatando em São Gabriel. Acompanhe a entrevista a seguir e interaja com a nossa equipe de reportagem enviando suas dúvidas e sugestões para redacao@cenariodenoticias.com.br.
1- O jornal Cenário de Notícias vem realizando uma série de entrevistas com personalidades, em nosso município, com o intuito de colaborar com o processo político da nossa cidade. Como o senhor vê este espaço, e qual a importância que o mesmo tem, na sua opinião, para o leitor?
O jornal é um veículo de comunicação de massa, que deve, prioritariamente, estar envolvido com o interesse da população. Tenho certeza que a política é um grande interesse de nossa população. Sendo assim, o Cenário de Notícias está atendendo a uma necessidade básica da aceitação pública, colaborando com a evolução política e social do nosso município.
2- Seu nome sempre figura nas rodas de bate papo, em pesquisas de intenção de votos, e com um baixo índice de rejeição pelos eleitores da nossa cidade. Isto poderia sensibilizá-lo a colocar seu nome a disposição no próximo pleito?
Em primeira instância, quero lembrar que não sou político, nunca defendi bandeira partidária alguma, nem mesmo quando fui Secretário da Saúde do nosso município. Subi ao palanque eleitoral para defender idéias de uma política de saúde que gostaria de implantar se permanecesse na Secretaria de Saúde (fiquei apenas 1 ano e 2 meses no cargo). O fato de ser lembrado torna-me um candidato em potencial, entretanto, tenho que definir se tenho potencial para tanto. Sou médico, meu trabalho é prioridade e só entraria na política se pudesse conciliar com minhas atividades profissionais.
3- Recentemente o senhor foi homenageado pela Câmara Municipal de Vereadores, mais especificamente pelo vereador Rômulo Farias (PR). O senhor está filiado a algum partido político, existe uma aproximação com o PR, e como o senhor vê a política desenvolvida pelo Partido da República no município?
Não estou filiado a qualquer partido. Agradeci e muito pela homenagem prestada pelo Vereador Rômulo e sua bancada, fiquei realmente feliz com a lembrança. Não tivemos conversa alguma sobre uma possível filiação. Entendo que o PR tem feito o que é de rotina em um partido que se diz oposição, ou seja, cobrar da administração municipal maior engajamento com a sociedade em geral.
4- Como um profissional da Área de Saúde e uma pessoa que conhece as necessidades do povo, seja atuando em sua profissão ou nos movimentos culturais, qual sua opinião sobre as políticas públicas aplicadas pela atual administração municipal na área da Saúde?
Antes de qualquer afirmação, gostaria de lembrar que é muito difícil fazer saúde de qualidade no Brasil. O SUS no papel é uma maravilha, mas na realidade deixa muito a desejar. A política assistencialista como um todo é engodo governamental. O importante é fazer prevenção e vejo, de forma objetiva, a mídia ser mais ativa nessa área do que o próprio governo. No âmbito municipal, assim como no geral, vejo as mesmas dificuldades encontradas em qualquer cidade do Brasil.
5- Existe quase que um clamor, por parte da população gabrielense, no que diz respeito a políticas e políticos, pedindo por mudanças. O senhor acredita que o povo já está preparado para virar a página, e que este é o melhor momento para que isto aconteça?
A voz do povo esteve forte nas últimas eleições municipais. O povo mesmo definiu pela troca de administrador. Vejo nossa cidade com duas lideranças incontestáveis politicamente: Rossano x Balbo, Balbo x Rossano. E isto aconteceu e acontece justamente porque nós definimos esta história política. Ou seja, se tiver que haver mudança, ela ocorrerá naturalmente, porque quem decide é a população.
6- Considerações finais:
Quero parabenizar o Cenário por este trabalho e lembrar que política todos nós fazemos no cotidiano. Ser politizado é ser presente na realidade de nosso município e isto é muito importante, especialmente, para cobrar as promessas de campanha. Nossa cidade tem muito a evoluir, pois o Brasil de hoje vive momentos de estabilidade econômica que nos projetam a um futuro promissor. Cabe a cada um de nós exigir e fiscalizar nossa política de forma responsável e sadia.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

“Romper é não compactuar, o que significa que não estamos omissos”, disse Karen Lannes




O Cenário de Notícias - Jornal Bom de Ler - dentro do propósito semanalmente apresentar entrevistas exclusivas, nesta, apresenta a ex-secretária de Turismo, Desporto e Laser, Karen Aline Lannes (PSB) e o empresário Luis Pires (PT). Acompanhe as entrevistas abaixo, sendo que o nosso leitor poderá interagir com a nossa Redação encaminhando sugestões de entrevistas e perguntas para redacao@cenariodenoticias.com.br.
1. Sua passagem pela Secretaria de Turismo e Cultura, do município foi considerada uma das mais marcantes positivamente nos últimos mandatos, que mesmo passado algum tempo de sua saída ainda é lembrada. O que a senhora gostaria de ter realizado e que considera importante nessa área e não teve tempo para implantar no nosso município, ou de dar uma continuidade?
Tudo, ou seja, gostaria de ter realizado tudo. Por enquanto é empurrado de barriga. Não existe uma valorização de Turismo, Cultura, Desporto e Lazer na nossa cidade. E mais ainda, acho que deveria ter uma Secretaria de Cultura separada das demais, tamanha a sua importância. O diferencial da Secretaria de Turismo na minha época foi atender todo mundo de maneira igualitária e o que realizamos quando secretária foi mais do que minha obrigação.
Nos falta teatro, shows, esportes, cinema. Nós temos que pensar grande, porque nós somos grandes.
2. A experiência que obteve no executivo, o sucesso como empresária e dirigente partidária, em sua opinião já são argumentos contundentes para que a senhora seja hoje uma das principais postulantes a uma das cinco novas vagas que se abre no legislativo?
Acho que não, o que leva uma pessoa a ser vereador(a) é ter carisma, ter liderança. Conheço muitos experientes que só fizeram bobagem. O argumento, na minha opinião, para ocupar o legislativo é caráter, decência. Caso um dia eu seja candidata acho que temos que perguntar para os eleitores porquê votariam em mim. 3. Seu partido (PSB) pode-se dizer que foi o fiel da balança nas últimas eleições municipais, e com o êxito gerou expectativas para a sigla, que logo em seguida virou frustração. Que lições ficaram para o próximo pleito?
Nós sabemos da importância que o PSB fez na última eleição. Mas temos que ser humildes para construir coisas maiores. Não é “gritando” num twitter, rebatendo constantemente nas rádios que se faz um partido ou governo maior ou melhor. É preferível ficar frustrado por ser boicotado a ficar frustrado dentro de um governo triste. E as lições que ficam, é, eu sinto que tá chegando a hora do PSB.
4. A decisão de tomar a postura de rompimento político com o governo municipal colocou o Partido Socialista de alguma forma em evidência. Em sua opinião o que resultou de bônus e de ônus ao PSB?
É igual casamento, “Qualquer dos dois que vá embora. Pros dois o luto é igual ”. A maturidade nos faz recuar. Romper é não compactuar o que significa que não estamos omissos. Vivemos na mesma cidade e não precisamos ficar de pé batendo palmas para aquilo que não acreditamos e sabemos que é mentira.
5. O Partido Socialista Brasileiro foi um dos que mais cresceram nas últimas eleições em todo o país e principalmente em nosso estado, com reflexos até aqui onde sua sigla conquista a vaga de vice-prefeita. Para as próximas eleições, a senhora acredita que o eleitorado gabrielense estará evoluído o bastante para votar em propostas socialistas? E seu partido, está suficientemente maduro para disputar uma eleição como cabeça de chapa e ganhar a eleição?
O gabrielense vota na pessoa e o PSB é cara da esperança. Tenho a convicção que o PSB vai ser o grande vencedor das eleições em 2012. E mais ainda, junto com muitos partidos do bem que estão por aí.
Considerações finais:
Agradeço ao Cenário de Notícias pelo convite da entrevista e desejo a todos uma Feliz Páscoa!

sábado, 26 de março de 2011

“Está faltando estrutura psicológica de quem governa o município”, diz Guilherme

O Cenário de Notícias - Jornal Bom de Ler apresenta nesta semana uma entrevista exclusiva com o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Gabriel, Guilherme Nascimento Abib. Dentre os diversos assuntos debatidos, incluíndo as perguntas diretas, o destaque foi dado ao crescimento do Grupo Estratégico Por Uma Nova São Gabriel, que vêm ganhando espaço dentro da comunidade gabrielense que clama por mudanças na política local.



1 – Como presidente do PT local e participante do Grupo Estratégico Por Uma Nova São Gabriel, como o senhor vê o futuro político da cidade?

Vou responder a pergunta como cidadão desta cidade, para que possa transmitir o que eu sinto e percebo nas mais diversas conversas que tenho tido pelos quatro cantos do nosso município, bem como no Grupo que discute uma verdadeira mudança de fazer política em São Gabriel. Em curtas palavras posso te afirmar que São Gabriel não suporta mais a atual política, que é uma repetição piorada dos Governos passados, isto porque, ao invés de colocar São Gabriel na trajetória do crescimento, deixa São Gabriel aparte das verdadeiras transformações, principalmente nos setores mais carentes, que envolve a melhoria das condições de vida das pessoas mais pobres, faz muito pouco pela saúde, saneamento básico, habitação, transporte escolar, áreas de lazer e principalmente, campanhas de consciência política, basta ver que quando há vandalismo contra o patrimônio público há duras críticas, o que entendo corretas, mas deveria também de haver, campanhas de consciência política para que nossos cidadãos soubessem como funciona a máquina pública, quanto é nosso orçamento, opinasse nos projetos, isso faria com que ao longo dos anos, muitas pessoas se tornassem fiscalizadoras dos bens públicos, e não descrentes de quem se elege, se serve e serve aos seus poucos, sentimento generalizado no íntimo das pessoas. Esse é o grande desafio que São Gabriel passará no próximo pleito, de continuar com essa política desbaratinada, sem projeto e comprometimento socioeconômico, ou se inserir e caminhar com outro projeto que se buscará construir para que São Gabriel cresça de forma sustentada e para todos, o sentimento geral é pela mudança, não de nomes, e sim de projeto, com pessoas comprometidas com a comunidade, sem ranço político e que acredite na capacidade das pessoas, dando autonomia a sua equipe, o que sempre faltou aos nossos governantes, ao meu ver.

2 – Na condição de presidente do partido que está no governo tanto federal como estadual, como ficam as inaugurações dos projetos com verbas no município? O PT local vai brigar pelo espaço ou vai continuar deixando o governo municipal abanar com o chapéu do Partido dos Trabalhadores?

Vou confessar que essa não é a maior preocupação de nosso partido aqui no município, nossa preocupação maior é de que muitos projetos de âmbito Federal voltados aos municípios deixam de vir para cá, primeiro pela falta de interesse político local dos Governantes. Esta é a questão, as coisas não acontecem por falta de vontade política, o que entra não dá continuidade ao pouco que o que passou conseguiu começar. Precisamos entender de uma vez por todas, que não havendo interesse político, as coisas não acontecem, daí as desculpas são muitas, mais comum as de que falta dinheiro e que é culpa do Governo Estadual ou Federal, quando se sabe que a culpa é da gestão descomprometida, por motivos que todos conhecem na política local. Assim, te respondo que temos a tranqüilidade de que a população sabe que o Governo Federal está presente quase na totalidade das obras do município, acredito que só a “Praça Ecológica” tenha sido com recurso único do município, todas as outras obras de porte considerável tem a maior fatia do Governo Federal. Já o Governo Estadual é responsável pelo repasse das verbas de custeio da saúde e educação, que muitas vezes são desviadas de sua finalidade, a conseqüência é que falta para compra de medicamentos, merenda de pouca qualidade, salários defasados, enfim, carência onde mais se precisaria investir.

3 – É notável ver na cidade algumas placas de obras com recursos federais apagadas, principalmente na logo do governo federal. O PT local já tomou conhecimento disso?

Sim, o Partido dos Trabalhadores já encaminhou o assunto a devida instância e medidas já foram tomadas, sobre este e outros assuntos.

4 – Como advogado que defendeu a reforma agrária na cidade, como o senhor vê hoje os assentamentos?

Este assunto nos tomaria horas de conversa. Sinteticamente resumo de que sob a ótica de quatro anos atrás, avançamos muito na reforma agrária aqui no município, pois, tivemos que lutar contra a raiva de algumas pessoas que estavam ali para se promover politicamente, usando de todo os meios para trancar a distribuição da terra. Contudo, se olharmos aonde se quer chegar, posso afirmar que estamos começando a engatinhar. O grande problema atual é que o Governo local não está engajado neste projeto, pode até ir a público para tentar iludir as pessoas, mas engajado não está e pouco se pode fazer para mudar esta situação, já que seu comprometimento real sempre foi com o lado de uma minoria que não quer reforma agrária, não aceita que pessoas pobres sejam possuidoras de um pedaço de terra para ali viverem com suas famílias, estes, se escondem atrás do discurso de que “são favoráveis, mas, não da forma como está sendo feita”, quando poderiam ter uma outra postura e assumir o papel de governante e ajudar de fato a promover a reforma agrária.
Na questão da reforma agrária não existe espaço para ilusão, admito que o Governo Federal faz muito pouco quando muito promete, como afirmo que com este governo municipal não haverá progresso, apenas encenação de que “há boa vontade, há esforço”.
O ponto bom de tudo que já aconteceu, é que o povo de São Gabriel começa a abrir os olhos de que também podem ser beneficiados pela reforma agrária, a exemplo de Gabrielenses acampados, ou seja, este movimento ruma para um caminho sem volta, de que a reforma agrária é necessária e que temos que colocar no poder quem está comprometido com sua efetivação, sem se iludir de que os que aí estão, irão se esforçar para que aconteça, aliás, nunca prometeram que o fariam.
Por fim, estou feliz que o comércio já se beneficia dos recursos aqui investidos, pessoas da cidade agora buscam lotes de terra, a luz finalmente começa a chegar nos assentamentos, estradas começam a ser feitas, já existem várias famílias produzindo, enfim, se resgatou muitas famílias que estavam excluídas da sociedade, é uma luta difícil e que temos certeza que se houvesse um governo municipal comprometido os avanços seriam bem mais rápidos.

5 – Qual a sua avaliação como político e como gabrielense da atual administração?

Ao meu ver a atual administração está fazendo o que se comprometeu, pois, se elegeu sem projeto de governo, assim, está apenas administrando e empregando a turma que trabalhou na campanha, como fez nas outras administrações que passou. Também para não ser diferente brigou com alguns de seus aliados.
Este governo nunca prometeu nada demais e está fazendo exatamente o que se comprometeu. Nada de mais. Falta criatividade e comprometimento, falta democratizar a gestão pública, acreditar nas pessoas, escolher melhor e dar autonomia para quem caminha junto, ultimamente pelas declarações que tenho ouvido na mídia, posso dizer que está faltando até mesmo estrutura psicológica de quem governa. Neste último ano de governo, a exemplo das administrações passadas, deverá de começar muitas obras, naquele estilo de dar um visual no último ano de governo.

Considerações finais...

Fica o meu abraço ao povo de São Gabriel.

quinta-feira, 17 de março de 2011

“O povo está descontente e quer mudança já! Chega dos mesmos!”, diz Fátima Brittes

Dando continuidade a sequência de entrevistas, o Cenário de Notícias - Jornal Bom de Ler - traz essa semana uma entrevista exclusiva com a presidente do Partido Verde (PV) de São Gabriel, a advogada Fátima Brittes, a qual participa do Grupo Estratégico Por Uma Nova São Gabriel. Confira abaixo.

1- Ano de 2012 já é o mais comentado no meio político local. Como o PV está se preparando e pretende participar deste pleito, já que nas eleições presidenciais teve coragem e lançou uma chapa majoritária?
Pela primeira vez estamos ocupando este espaço de comunicação, eu estou tendo o prazer de ser a porta voz de todo um movimento (iniciado nas eleições para Presidente), para avançar a realidade de São Gabriel com a “visão verde de meio ambiente e desenvolvimento sustentável”, o que faço para prestar também um serviço de comunicação ao povo de São Gabriel, pois como mencionaste na pergunta tivemos “coragem” de fundar o Partido Verde em São Gabriel e apoiar a Candidatura de Marina Silva para Presidente. Digamos que não foi coragem, mas sim, acreditar na mudança, por acreditar nas promessas de mudança da nossa candidata, e nos valores básicos do Partido Verde, quais sejam: a ecologia, cidadania, democracia, justiça social, liberdade de expressão, municipalismo (fortalecimento do poder local), a espiritualidade, pacifismo, multiculturalismo, cidadania feminina e o saber (investimento no conhecimento).
O objetivo geral para as próximas eleições é apresentar o Partido Verde a comunidade gabrielense como uma nova força real político-partidária que visa oferecer a cidade um projeto de desenvolvimento econômico e social que não se contraponha aos interesses e direitos do cidadão. Nossa Justificativa é promover o crescimento econômico e social e acompanhar as transformações no mundo nos seus diversos campos é inevitável e lógico em São Gabriel, porém, o que se busca dentro deste contexto, é conscientizar o ser humano, as autoridades públicas e privadas, intelectuais entre outros, de que tudo isto é possível desde que não se coloque acima da vida, interesses pessoais ou de grupos dominantes que só querem lucrar cada vez mais sem se preocupar com o futuro da cidade e das próximas gerações. Por isso, o Partido Verde surge em meio a essas mudanças em São Gabriel, como uma alternativa REAL e apresenta uma nova proposta para o progresso de nossa cidade, baseada no Projeto de desenvolvimento sustentável. Diante dos fatos, em que nossa cidade se encontra, os VERDES entendem que só protesto, bandeiras pretas, movimentos sem causa, e discursos não são o suficiente para mudar essa situação de agressão, falta de respeito com nossos bairros e vilas. E principalmente de agressão ao Meio Ambiente, basta darmos uma volta junto à população ribeirinha (Rio Vacacaí) de nossa cidade e constataremos. Mas alcançar a mão do poder é um caminho que pode dar as devidas condições para o referido desenvolvimento, inclusive já foi feito convite para várias pessoas para participar no próximo pleito como candidato pelo partido Verde, como por exemplo ao atual diretor do jornal Cenário de Notícias, senhor Cleber Giovane e outras pessoas com representatividade na comunidade de São Gabriel.
2- É sabido que a presidente da Comissão do PV, já esteve tanto do lado do atual prefeito, como do ex-prefeito e hoje participa do Grupo Estratégico Por uma Nova São Gabriel. A senhora agora acredita em mudanças na política?
Sim, estive ao lado do atual prefeito, em todas as vezes que ele concorreu, sempre fui sua eleitora e trabalhei nas campanhas para prefeito e deputado. Cumpre esclarecer que nunca fui filiada ao PDT (nem a partido nenhum), sei que é uma pessoa digna, e sempre teve de mim como eleitora todo o meu respeito e meu voto. Infelizmente como a maioria do povo de São Gabriel, me decepcionou, quando desistiu de ser deputado e voltou para São Gabriel. Em minha opinião acho que traria mais retorno para São Gabriel na Assembléia do que como prefeito, seria o candidato natural ao Governo do Estado pelo seu partido,ou seja o PDT. Mas cada um sabe o que faz. Estamos participando das reuniões do Grupo Estratégico por Uma Nova São Gabriel, por acreditar que na política tudo pode mudar, tudo pode ser renovado, e porque que em São Gabriel tem que ser diferente? Considerando que este grupo veio para o fortalecimento de propostas inovadoras, temos que apoiar. Creio que este grupo não se aprisiona na estreita polarização Balbo X Rossano. Situa-se à frente. Estando aberto ao diálogo com todas as demais forças políticas com o objetivo de levar à prática as propostas e programas às comunidades de São Gabriel. Estamos participando para tentarmos nos organizar, agregando forças com pessoas que já participaram ou participam da política local e que estão vendo que o povo está descontente, quer mudança já! Chega dos mesmos... Precisamos obter respostas do poder através dos diversos níveis do legislativo e executivo, para a execução dos programas ao qual se comprometeram em campanha a nível local, acredito nesta nova filosofia de política a que se propõe o Grupo Estratégico Por Uma Nova São Gabriel.
3- Como a senhora vê o Grupo Estratégico Por uma Nova São Gabriel?
“Vamos, aproveite o mundo! Se não for você, quem será? Se não for hoje, quando, então? Mãos a obra!” (Gabriel Colle).
Com este pensamento de Gabriel Colle, inicio minha manifestação quanto ao Grupo Estratégico Por Uma Nova São Gabriel.
Creio que este grupo identifica-se com o ideário da maioria da população gabrielense no compromisso com as aspirações da grande maioria trabalhadora da população e na solidariedade com todos os setores excluídos, oprimidos e discriminados. Defendem a sociedade como um todo, defendem a criação de renda para o povo, a saúde, a justiça social, o papel regulador e protetor do poder público em relação aos desfavorecidos e os interesses da maioria dos cidadãos gabrielenses, não só diante do poder econômico, como privilégios corporativistas. O Grupo Estratégico Por uma Nova São Gabriel, a meu ver, busca uma nova maneira de se fazer política, novos caminhos para os problemas conjunturais da cidade nas próximas eleições de 2012.
4- O PV é hoje, como a senhora disse partido pequeno que vem se estruturando na cidade. Qual será a sua estratégica para expandir o partido e torná-lo maior?
Sim o PV em São Gabriel, é um partido pequeno em relação aos demais, está nascendo, amadurecendo, e há quem diga que não vai nem amadurecer...mas na minha opinião tem partido em São Gabriel que nem amadureceram e caíram de podre. Voltando a pergunta, sim o PV está se estruturando na cidade desde as últimas eleições para presidente, onde lançamos a idéia. E os resultados todos sabem, as urnas mostraram que nossa candidata Marina Silva, obteve a expressiva votação de quase cinco mil votos, além do que trabalhamos pela majoritária, apoiamos todos os candidatos do PV, para Presidente, Governador, Senador e Deputado Estadual e Federal. Aproveitando a oportunidade quero agradecer a população de São Gabriel que confiou no nosso trabalho e depositou na urna a resposta que tanto esperávamos... por que? Porque, tentamos passar para a população o projeto do Partido Verde que a princípio, como referido na primeira pergunta, será apresentado à comunidade gabrielense, como uma nova força real político partidária que visa oferecer a cidade um projeto de desenvolvimento econômico e social, com várias metas a serem cumpridas, estruturar e organizar o partido em São Gabriel, desenvolver uma campanha para filiação de cidadãos ao Partido, desenvolver ações junto à comunidade principalmente para conscientização, preservação do meio ambiente e projetos de sustentabilidade, e por último transformar simpatizantes em militantes e filiados e quem sabe... Eleger um vereador, e com certeza num futuro bem próximo um prefeito.
5- Qual a sua análise a respeito da atual administração?
Certa ocasião alguém me disse: não tire aquilo que você não deu!!!! Pois bem. Falar da atual administração é complicado. Pois não votei no atual prefeito, por razões que todos sabem. Mas falo como cidadã gabrielense, que dia após dia, como profissional liberal na área da justiça, me deparo com pessoas e situações que não condizem com a realidade daquilo que foi prometido em campanha. Creio que tanto na administração anterior quanto na atual, existem situações que nem mesmo o prefeito pode resolver, e não podemos desconsiderar que o Tribunal de Contas, o Ministério Público, enfim a Justiça, estão sempre cumprindo o seu papel, ou seja, fiscalizando as ações daquele que foi eleito para governar a cidade. Cabe ao prefeito se aliar de pessoas dignas e que tenham os mesmos objetivos para a cidade., cobrar trabalho, pois quem não é cargo de confiança é concursado, tanto um quanto o outro tem o dever de trabalhar, recebe dos cofres públicos para exercer tal função. Na administração atual, existem pontos a serem revistos, existem muitas falhas, ficamos sabendo de irregularidades que ocorrem nas secretarias, projetos que não estão sendo executados, etc. creio que poderiam estar fazendo mais pela nossa população, o nosso povo está carente, de saúde, trabalho, educação, etc...Acompanhei a administração do prefeito Rossano em outras épocas, estive na administração do ex-prefeito Balbo e é por estas razões que não me cabe julgar a atual administração, cabe-me a mim, querer transformar, mudar e isso eu posso, com meu voto, esta é minha arma, e de todo o cidadão que não está contente com a atual administração, vivemos numa democracia e tendo a oportunidade, vamos fazer valer aquilo que pensamos e acreditamos...podemos, basta querer.
Considerações finais.
Agradeço ao diretor do Jornal, Cleber Giovane Silveira e sua equipe pela oportunidade de responder o que me foi questionado, quanto ao Grupo Estratégico Por Uma Nova São Gabriel, reitero todas as palavras dos que me antecederam: Tita, Tani, Inocêncio, que foram questionados sobre o mesmo assunto. Gostaria de agradecer como presidente do Partido Verde de São Gabriel, a toda a nossa Comissão Provisória, que não mediram esforços para trabalhar e levantar a bandeira do PV em São Gabriel. Agradecer aos simpatizantes e militantes a oportunidade e dizer que o PV a nível municipal, estará sempre na luta pelo fortalecimento do desenvolvimento ecologista e pela realização das suas propostas. Na estreita relação entre a questão ambiental e a questão social, que é a base da proposta verde para uma vida melhor. Os problemas tanto sociais como ambientais devem ser tratados numa perspectiva íntegra e sistêmica para realmente terem efeito sobre a qualidade de vida da população gabrielense.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

“Esse grupo está se fortalecendo a cada reunião”, se referindo ao Grupo Estratégico Por Uma Nova São Gabriel

O Cenário de Notícias - Jornal Bom de Ler, traz nessa semana uma entrevista exclusiva com o advogado e político, Valdemir de Andrade Tita Jobim. Tita Jobim como é conhecido, diz em uma conversa com a equipe Cenário, que ainda continua sonhando com o desenvolvimento da cidade. Ele também comenta que está participando do Grupo Estratégico Por Um Nova São Gabriel, aonde são feitas reuniões mensais visando a organização de projetos para o bem da comunidade gabrielense. Tita diz que não é candidato à prefeito em 2012, mas garante que estará no palanque da mudança. Confira na íntegra a entrevista.

1 – Tita Jobim, nome conhecido no cenário político tendo participado de eleições expressivas no município como candidato, tanto a majoritária quanto na proporcional e também como deputado. Como o senhor enxerga o cenário político local, como PMDBista, para 2012? O PMDB tem se reunido nesse sentido e pensado as eleições 2012?
Embora eu esteja afastado da presidência do partido, oficialmente, desde março de 2010 tenho acompanhado algumas incursões do partido que tem feito reuniões a nível de companheiros da Executiva e alguns do Diretório. Acredito que o PMDB esteja se mobilizando. Pelo que tenho conversado com o presidente em exercício, companheiro Aderson Vargas, o partido está em trabalho de adesão de novas filiações visando justamente o período de 2012.

2 – Mais de dois anos se passaram do pleito municipal. De lá pra cá, a comunidade notou um distanciamento de Tita Jobim da política. O que levou o senhor a desaparecer desse cenário?
Na verdade eu milito na política desde os 17 anos, quando me filiei no MDB e depois, quando houve a reformulação partidária, onde as siglas ganharam “P”, para definir os partidos políticos, acabei mantendo a minha filiação no PMDB. Portanto, até agora só tive uma filiação, no MDB antigo e, hoje, no PMDB, sendo filiado há mais de 30 anos.
Concorri a vereador em 1988, ainda jovem e depois me afastei um pouco da política justamente para concluir a faculdade. Em 2001, me reintegrei ao partido e nós, como filiados e militantes, resolvemos assumir a direção do partido em 2002. De lá pra cá, construímos uma forma de mostrar para a população que pode ter novas lideranças em São Gabriel, com o propósito diferente de tudo que a cidade viu nos últimos 30 anos. Tentamos viabilizar uma candidatura política em 2004, quando concorri a Prefeitura. Lamentavelmente, a votação naquela ocasião ficou muito aquém do que nós imaginávamos. Isso, para quem tem um projeto, evidentemente, que cria um certo desconforto. Mas mesmo assim nós continuamos trabalhando e a partir dali o objetivo era fortalecer o partido em nível regional, ficamos durante dois anos para conquistar a Regional do partido e conquistamos. Em 2006 nasceu a minha candidatura a deputado federal, mesmo sabendo que tínhamos remotas possibilidades, fizemos uma campanha simples, modesta e quase que de última hora. Nós só conseguimos recursos e viabilizar uma candidatura faltando 28 dias para a eleição. Mesmo assim nós conseguimos em São Gabriel uma votação extraordinária, foram quase 7.000 (sete mil) votos em 20 dias de campanha. Foi uma campanha paupérrima que viabilizou um trabalho bonito, a gente fez uma pregação muito boa durante a campanha. Depois veio a eleição de 2008, nós tínhamos formalizado uma aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT), visando apresentar uma chapa majoritária na candidatura a prefeito e vice e também fazer uma coligação na proporcional para que pudéssemos eleger vereadores. Lamentavelmente não conseguimos levar a frente isso, houve, por bem, as duas direções dos dois partidos, naquele momento não apresentarem candidatura própria. Acabamos fazendo uma coligação, mas mantivemos a coligação nossa, na proporcional. Isso viabilizou com que somados aos votos do PMDB e do PT, que estavam coligados na proporcional, conquistássemos uma cadeira na Câmara de Vereadores. Mas, lamentavelmente, houve uma impugnação da coligação e o Judiciário manteve essa impugnação, fazendo com que não conseguíssemos manter essa cadeira no Legislativo. Essa questão toda acaba desestimulando um pouco a militância partidária, a participação da gente. Eu tinha assumido um compromisso familiar de que, se caso eu não lograsse êxito na campanha de 2008, repensaria a minha atuação política. E assim eu fiz, até agora. Então, me desliguei da presidência do partido, ainda que tenha sido eleito no final do anos de 2009, na nossa convenção municipal, me licenciei da presidência em março de 2010, estando afastado há quase um ano. Fiquei atuando somente no meu escritório profissional, como advogado, e na minha categoria junto ao Sindicato dos Comerciários. Continuo trabalhando normalmente acompanhando a política com uma certa distância, assim como a participação no Conselho Municipal da Saúde, que também eu tenho, não digo assim mágoa, mas tenho um grande descontentamento porque se fez um trabalho por mais de 15 anos, tentando dar notoriedade ao Conselho, mostrar à comunidade de São Gabriel o quanto é importante a participação do Conselho Municipal de Saúde. Eu e alguns companheiros, entre eles o companheiro Renato Correia, que não está mais em São Gabriel, foi para a cidade de Uruguaiana, o companheiro Napoleão Langendorf, que também não está mais em São Gabriel, e alguns outros companheiros, empreendemos um movimento junto ao Conselho Municipal de Saúde para reformularmos o regimento interno e em função disso ampliarmos a participação popular no Conselho. Dentro disso as Associações de Moradores de bairros e vilas tinham apenas uma participação no Conselho de Saúde, tinham apenas um representante, nós conseguimos viramos isso para três representantes. O movimento popular, o povo teve mais participação no Conselho Municipal de Saúde. Mas lamentavelmente isso não nos rendeu bons frutos porque alguns conselheiros, representantes das Associações de Bairros e Vilas, acabavam votando com o governo nas questões que interessavam inclusive aos usuários, que somos nós, o povo. Essa questão toda vai gerando um descontentamento, um desestímulo à participação. Então eu optei por fazer uma retirada estratégica durante um ano, acompanhar os acontecimentos e ver o que vai acontecer na nossa cidade, ver se a cidade está conquistando o seu espaço, acompanhar o que está acontecendo no mundo, no Brasil nos últimos 10 anos, pode-se dizer assim, e o que está acontecendo agora no Estado e em vários municípios aqui, vizinhos ao nosso.
A gente houve dizer que em São Gabriel nós temos a melhor saúde do mundo, isso é válido, positivo e verdadeiro para as pessoas que não saem de São Gabriel. Quem vai, por exemplo, aqui a Rosário do Sul vê que lamentavelmente o atendimento, em termos de saúde, é muito melhor que o nosso. Os moradores de São Gabriel têm que ficar atentos para isso, justamente, para que possamos avançar e conquistar mais espaço dentro daquilo que precisamos.

3 – Comenta-se também que Tita Jobim começa a se integrar novamente na política, participando de um grupo que quer Uma Nova São Gabriel. Como é sua participação nesse grupo? O senhor acredita numa mudança em 2012?
Muito embora esse meu afastamento, esse retiro para repensar as coisas, de um ano ou dois, eu tenho acompanhado a movimentação política e popular na cidade e, sempre que sou convidado, eu participo e dou a minha opinião, troco alguma experiência com alguns companheiros. Fui convidado para integrar o grupo que se reúne uma vez por mês e senti muita positividade, senti um desprendimento de todos que estão participando, gostei muito, me integrei, já participei de duas reuniões e vejo que esse grupo é promissor. Acredito que vai atingir os objetivos, desde que siga com a meta, com as posições que tem tomado até agora. Esse grupo está se fortalecendo a cada reunião, as pessoas estão gostando e eu vejo que eles vão fazer a diferença nas próximas eleições, se continuarem agindo como estão, acredito positivamente nisso.

4 – Na qualidade de prefeiturável e participante do Grupo Estratégico Por Uma Nova São Gabriel, que postura o senhor pretende tomar em relação a composição de uma chapa no pleito de 2012? O PMDB se sentiria a vontade participando de uma composição sem constar na majoritária?
Eu não me considero prefeiturável. Tenho dito aos companheiros do meu partido, ao próprio presidente em exercício, companheiro Aderson, que eu não pretendo concorrer a cargo eletivo mais. Isso é uma questão que tem sido muito discutida e muito debatida. Com esse propósito é que eu comecei a participar do grupo e desde a minha primeira fala em relação a participar e a colocar o meu nome à disposição como candidato deixei bem claro que estou lá para me somar aos que querem ajudar, e não pretendo concorrer a cargo eletivo e sim ajudar. Com esse propósito é que estou participando e essa questão do PMDB, em nível municipal em 2012, depende muito da instância partidária. Eu tenho conversado com o presidente do partido e com alguns companheiros da Executiva e do Diretório, vejo que o pessoal está bastante motivado. O partido pode-se dizer assim, vai se fortalecer muito nos próximos dias. Há um número bem considerável de novos filiados, de possíveis candidatos a vereadores que estão se integrando ao partido. O partido tem independência em relação aos dois governos que sucederam no município. São poucos partidos que podem dizer que tem independência, e eu vejo que o PMDB é um desses poucos. Não participamos das administrações dos últimos governos. Não temos compromissos nem com um lado, nem com outro. Se convidado for para as reuniões do partido vou lutar para que mantenhamos essa independência, na minha visão o partido deve empreender forças, se reunir para construir uma nova alternativa para São Gabriel, a minha posição como filiado, é essa.

5 – Qual a sua avaliação a respeito da administração de Rossano Gonçalves?
Eu acho que dentro do propósito a que veio, muito embora as pessoas tenham acreditado e apostado, mais uma vez não conseguiu colocar em prática o que estava escrito no Programa do Partido na Campanha Eleitoral. Algumas coisas que foram ditas se sabe que é muito difícil fazer. A gente observa um certo descontentamento em geral, mas como eu disse, eu não tenho participação em política, estou mantendo um certo distanciamento da questão política. O que eu tenho observado são várias reclamações em todos os segmentos, então, em função disso acredito que o povo terá o momento certo de avaliar a campanha. Quem tem que avaliar se o governo foi bom ou não é o eleitor, no momento certo, que é durante a eleição. O que está acontecendo hoje é que os partidos estão se organizando, fortalecendo as suas nominatas e criando espaço. Esses espaços viabilizam justamente uma composição para a eleição de 2012. Acredito, pelo que eu vejo, sinto e ouço, que a população de São Gabriel, principalmente os eleitores que votaram na atual administração, esperavam mais. Mas, cada um acredita naquilo que quer acreditar, o papel aceita tudo e muitas vezes o que está escrito no Programa de Governo não é levado à efeito. O povo tem que avaliar, se foi bom ou se foi ruim, e dar a resposta na urna. É assim que eu espero!